Sopros e marcação forte atrás de uma voz potente. Isso é soul music em sua técnica, mas notas musicais tocadas ao acaso não provocam qualquer reação. É o sentimento de cada acorde unido a uma boa letra que faz uma canção. E este é o efeito que acende a fogueira chamada soul music.
Os responsáveis por manter a chama acesa, no momento, são Sharon Jones e os Dap-Kings. A união entre uma cantora, que fez parte da velha guarda da música negra americana, com os rapazes que tomaram água do velho Mississipi. O resultado é um balanço de peso sem qualquer efeito eletrônico. As gravações feitas no velho estilo Motown, todos os músicos dentro do estúdio como se estivessem tocando ao vivo, dá o toque visceral às melodias que falam dos amores perdidos e noites embriagantes.
Para os amantes do soul, Sharon Jones, 51 anos, é a uma cara nova, apesar de na década de 70 ter feito backing vocal para diferentes grupos de funk e disco. Sua voz potente juntou-se aos Dap Kings em 1996. Homer Steinweiss, Binky Griptite, Bugaloo Velez, Dave Guy, Tommy ‘TNT’ Brenneck, Bosco Mann, Neal Sugarman, Ian Hendrickson-Smith são os músicos que apostam em equipamentos analógicos e num som potente.
Do encontro de gerações nasce uma substância explosiva que aparece em 2001 no disco “Dap Dippin”, gravado pela Daptone Records, uma pequena gravadora no coração do Brooklyn, em New York. Ela aposta nos moldes da Motown, uma casa cheia de gravadores de rolo, pianos elétricos e equipamentos analógicos. Esse casamento deu origem a mais dois discos, “Naturally” em 2005, e o elogiado “100 Days, 100 Nights” de 2007. O álbum rendeu frutos aos Dap Kings: uma parceria com Mark Ronson e Amy Winehouse para a gravação do CD “Back to Black” da cantora. Os cinco Grammys que o disco ganhou em 2008 comprovam que boas canções tocadas por músicos de qualidade atravessam o tempo. Salve a boa e velha soul music, salve Sharon Jones e os Dap-Kings.
*Recomendo o vídeo da música “100 Days, 100 Nights” do último álbum com o mesmo nome. Uma canção, que como todo o soul, fala da espera durante 100 dias e 100 noites por um homem de outra. O vídeo tem esse jeito de antigo, mas não se enganem, como a música ele é bem atual.

12/03/2008 às 22:59 |
bem interessante mesmo.
te confesso que não sou fã nem conheço muito de soul music, mas pra quem gosta vale a pena!
DÁ-LHE GIANE, RESSUSCITOU O BLOG! SALVADORA!
13/03/2008 às 22:29 |
giane salvando o blog do enferrujamento!
o texto tá bem legal
o grupo é bom e tal, mas não faz muito o meu estilo.
só gosto deles pq tocaram no excelente cd da amy winehouse.
17/03/2008 às 15:04 |
Só a Giane mesmo pra acordar esse blog.
Mas o resto dos pessoal desse blog continua dormindo. hehehe
17/03/2008 às 15:14 |
quero ver se vão manter atualizado!
já tá nos meus links.
bjo gente!
20/04/2008 às 19:44 |
“o grupo é bom e tal, mas não faz muito o meu estilo.
só gosto deles pq tocaram no excelente cd da amy winehouse.”
Hum.. pois.. faz-me confusão o pessoal que adora “Back To Black” e não gosta de “100 Days 100 Nights”. Enfim, na paz.